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FEIPLAR
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FEIPUR |
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Cuidado
com o meio ambiente
marca a
feira dos compósitos
Texto de Renata Pachione
e fotos de Cuca Jorge |
Mais de 12.700
visitantes estiveram na Feiplar Composites & Feipur 2008 – Feira e
Congresso Internacional de Composites, Poliuretano e Plásticos de
Engenharia, realizada entre 11 e 13 de novembro, em São Paulo. O
evento reuniu 230 empresas, que levaram inovações em matérias-primas,
processos, produtos acabados e equipamentos para o Pavilhão Vermelho
do Expo Center Norte e anunciaram tendências, como a adoção, cada vez
maior, de tecnologias capazes de proteger o meio ambiente e elevar a
profissionalização do setor.
A mostra contou com a presença de 38 países e
cresceu em área: está 10% maior, se comparada à edição anterior. Uma
das novidades se deu com a incorporação do plástico de engenharia na
pauta do congresso.
Para a indústria de composites (nomenclatura internacional para os
conhecidos plásticos reforçados), os expositores reservaram ao
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Carro exposto da MVC
exibe carroceria de PRVC |
público demonstrações de
processos, como o RTM (Resin Transfer Molding) Light, infusão e
enrolamento filamentar (filament winding). Já para o mercado de
poliuretano (PU), alguns destaques se voltaram à disseminação do uso de
polióis de fonte renovável.
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Em sua quinta edição, a
Feiplar ainda tenta ampliar e consolidar a preferência da indústria
por processos de moldes fechados, como já fez no passado. De acordo
com a Associação Brasileira de Materiais Compósitos (Abmaco) – antiga
Asplar –, o hand-lay-up e o spray-up correspondem a 53% dos processos
utilizados hoje pelo setor de composites. Para o vice-presidente da
associação e gerente de vendas da BYK Additives & Instruments,
Fenelon Chaves dos Santos, o grande trabalho
da entidade é o de reduzir esse índice. Durante a feira, no entanto,
muitos profissionais reconheceram o aprimoramento do material, como é
o caso do presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico
(Abiplast), Merheg Cachum. “Os compósitos avançaram muito nos últimos
anos, hoje vejo materiais mais elaborados”, comentou. |

Santos: entidade quer
disseminar os processos
de moldes fechados |
O faturamento do mercado também cresceu – no caso,
17% (dados consolidados até outubro, comparados ao desempenho do mesmo
período do ano passado). O setor faturou R$ 2,3 bilhões perante os R$ 1,96
de 2007. Para Santos, em 2009, haverá incremento da ordem de 8% sobre os
números atuais. O consumo per capita no país ainda é muito baixo, o que
comprova o seu potencial. No ano passado, cada brasileiro utilizou apenas
0,9 quilo de material compósito. Como referência, há os Estados Unidos,
com índices de 8 kg/habitante, e a Europa, 6 kg/habitante.
Por mais conhecimento - A nova gestão da
Abmaco, com Gilmar Lima, da MVC Marcopolo, na presidência, trouxe ânimo
para essa indústria, o que segundo Santos se refletiu nesta edição da
Feiplar. Um dos principais anúncios feitos durante o evento se referiu ao
lançamento do livro Compósitos 1 - Materiais,
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Processos,
Aplicações, Desempenhos e Tendências. A obra foi amplamente divulgada
no estande da Abmaco e no de alguns expositores, como o da Elekeiroz,
cujo coordenador de vendas e marketing da divisão de resinas,
Waldomiro Moreira, escreveu um dos capítulos.
A Abmaco idealizou o livro com a pretensão de torná-lo uma importante
ferramenta de consulta para estudantes, transformadores, fornecedores
de matéria-prima e usuários finais. De acordo com Santos, a obra é uma
das prioridades da entidade e o que há de maior destaque no mercado
hoje. O reconhecimento desses esforços se mostra na escolha dolivro
como material-base dos cursos de pós-graduação das universidades
Pontifícia Universidade Católica-PR, Positivo-PR e Mauá-SP. “As aulas
vão começar em março de 2009 e vêm com o propósito de disseminar o
conhecimento sobre composites, que é muito falho”, comentou Santos.
Para ele, a feira e o livro têm o mesmo objetivo: o de tornar o
material compósito mais conhecido e, por conseqüência, empregado com
maior freqüência na indústria. |

Moreira comprova postura
mais técnica e exigente do moldador |
De acordo com Moreira, da
Elekeiroz, o contato com os visitantes da Feiplar o fez confirmar o fato
de que o moldador está mais técnico e exigente. Mas ainda falta muito a
fazer para o setor, até mesmo em campos macroeconômicos, pois os custos da
matéria-prima são baseados no dólar e, portanto, neste ano impediram a
realização de alguns negócios.
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A Elekeiroz,
de Várzea Paulista-SP, aproveitou a sua participação para difundir os
mais diversos processos e levou para o estande variadas peças, como
banheira de hidromassagem, cuba para lavatório e capô para veículo. A
idéia também era, obviamente, divulgar sua vasta linha de resinas de
poliéster insaturado Uceflex, como a isoftálica UC ISO 1050, para RTM
e RTM Light, e a ortoftálica cristal UC K710-01, resultado da
tecnologia DSM Composite Resins, de origem alemã, para filament
winding. No estande, Moreira destacou ainda o Nord, sistema importado
da França, para moldes com contração zero. |

Capô divulga linha de
resina da Elekeiroz |
Distribuidora de matérias-primas, a Abcol – AG
Brasil Compósitos reuniu muitos visitantes ao redor de seu estande, por
causa das demonstrações de processos como o RTM Light e a infusão. Entre
os produtos e equipamentos, um dos destaques ficou por conta dos núcleos
inerciais Airex Baltek, para estrutura sanduíche, de polímeros expandidos
e de madeira balsa, pois, de acordo com o diretor da Abcol, Gilmar Auter,
proporcionam resistência aos esforços mecânicos e leveza ao produto,
características exigidas na construção de estruturas para embarcações e
pás eólicas.
A empresa também levou para o evento o Patriot, um
sistema de bombeamento e dosagem de resina/catalisador que garante uma
variação máxima de 1% na proporção da mistura, reduzindo problemas de
porosidade, desplacamento prematuro, cura retardada etc. Desenvolvido pela
norte-americana Magnum Vênus Plastech, o Patriot, em relação aos sistemas
convencionais, se diferencia por possuir um cilindro que se movimenta no
interior de uma câmara dotada de válvulas de esferas relativamente
grandes, para bombeamento dos materiais por deslocamento volumétrico. É
indicado para uso em máquinas para spray-up, injeção de RTM e RTM Light, e
em equipamentos para aplicação de gelcoat.
A Abcol apresentou ainda, com exclusividade, os
materiais da empresa alemã Sphere.tex. Trata-se de uma linha de produtos
capazes de conferir leveza ao laminado e aceitar fixação de parafusos.
Mostrou também os Sistemas Desmoldantes da Rexco, uma linha de ceras de
acabamento superior, para aplicação em altas temperaturas e residual
mínimo. A distribuidora apresentou ainda novos gelcoats da Cray Valley:
Armorflex, Armorguard e o Patchaid.
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Já no
próprio estande da Cray Valley, segundo o gerente-comercial Fabio
Sanches, um dos focos era a divulgação da linha Enydyne, composta por
resinas para laminação de molde fechado, com baixa emissão de
estireno, menor contração e melhor acabamento superficial. “É uma
evolução do que se tem hoje em laminação”, argumentou Sanches. Outros
lançamentos foram: o Optiplus, uma resina para molde com contração
zero, sem carga, e a linha Norsodyne, composta por resinas para
processos de moldes fechados.
No final de 2006, a
companhia elevou sua capacidade produtiva em 25% e prevê angariar os
resultados do investimento, com aumento nas vendas de no mínimo dois
dígitos neste ano, em relação a 2007. Por isso, |

Sanches destacou produto
para laminação |
uma das propostas da Cray Valley na Feiplar foi além
da divulgação dos novos produtos. A empresa, que possui três plantas no
Brasil, localizadas em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,
aproveitou para ressaltar seu caráter internacional. “Nosso portfólio tem
linhas consagradas na Europa e nos Estados Unidos”, afirmou Sanches. O
logotipo do estande agregava ao nome da companhia a sigla CCP - Cook
Composites e Polymers. A idéia era enfatizar a interação e o intercâmbio
de informação com os centros de pesquisa da CCP, líder mundial na produção
e distribuição de gelcoats, resinas de poliéster, resinas de revestimento
e emulsão. A francesa Cray Valley integra o grupo Total e também é líder
mundial no segmento de gelcoat e produtora de resinas de poliéster
insaturado de uso industrial.
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